terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Programa Pânico e outras besteiras: a necessidade de audiência a qualquer custo!

Pra quem viu e pra quem não viu!
Vou colocar a matéria na íntegra dos colegas da SHB Super Hero Brasil.
A falta de bom senso sempre permeou o universo do programa Pânico. Legal, querem fazer humor...assiste quem quer. É visível a necessidade desses programas alcançarem audiência a qualquer custo... criando polêmica, ofendendo os outros...etc...
Mas no CCXP a coisa ficou realmente muito desagradável. Eu (estúdio e escola), manifesto publicamente meu apoio a organização da CCXP que publicou uma declaração de repudio ao programa.
É inadimissível o desrespeito com pessoas com necessidades especial, de tribos diferentes e artistas do exterior...(porque os brasileiros ja sabem a pegada dos SN Sem Noção) e, no caso específico de uma personalidade como Frank Miller, que como todo mundo sabe enfrenta um grave problema de saúde, ser zoado pelo programa sem nenhum constrangimento! Lamentável.

Programa Pânico é banido da CCXP após atitude imbecil no evento


Não queríamos tocar no assunto.

Mas é importante, afinal, atitudes imbecis como a que falaremos aqui precisa ser repassada e vista pelo maior números de pessoas possíveis.
Vamos aos fatos:

Programa Pânico esteve nesse final de semana na CCXP 2015, onde lá entrevistaram alguns cosplayers, fizeram aquelas piadas idiotas e mais umas outras coisas que só eles conseguem fazer. Veja a matéria completa aqui. Mas o que gerou a grande polêmica foi a entrevista de uma moça fazendo cosplay da personagem dos Jovens Titãs, Estelar. Segundo ela, eles a puxaram do nada sem permissão para entrevistá-la. Em certo momento, o entrevistador passou o dedo na pintura corporal de Myo Tsubasa e depois a lambeu.

Após isso, a moça publicou em seu Facebook um descontentamento enorme com o programa -que pode ser lido aqui - depois, o fato tomou grandes proporções chegando até a diretoria do evento, que então, fez um pronunciamento oficial banindo o programa de eventos futuros:

Na CCXP - Comic Con Experience, todas as pessoas são bem-vindas e incentivadas, sem preconceitos, a ser quem são - ou quem desejam ser. É um ambiente harmonioso que defendemos, um lugar onde cosplayers, nerds, gamers, cinéfilos, leitores de quadrinhos e simples curiosos convivem com respeito. Numa convenção de cultura pop, o contrato social que sonhamos para nós - em que toda diferença é aceita e celebrada - torna-se realidade.

É com tristeza e um sentimento de desgosto, então, que assistimos à maneira como o programa Pânico na Band, incapaz de lidar com o diferente, traz para dentro da CCXP seus preconceitos de gênero e seu franco desrespeito, entrevistando cosplayers com grosseria - chegando a lamber uma visitante. Depois desse incidente lamentável o Pânico na Band foi banido da CCXP 2015 e de todas as atividades organizadas a partir de hoje.

Não se trata aqui de discutir limites de humor. A cobertura do Pânico na Band da CCXP 2014, inclusive, foi muito bem-humorada e eles foram credenciados para a nova edição dentro desse espírito. No entanto, assédios moral e sexual são temas seríssimos e preocupações constantes em convenções de cultura pop no mundo inteiro - assim como fora delas. As atitudes do Pânico na Band dentro da CCXP representam um retrocesso que não podemos aceitar. Ninguém pode, não mais.

O senso de humor é um componente fundamental do cosplay. Nesta segunda-feira a web ainda se diverte com as imagens dos trajes mais inventivos que passaram pelos quatro dias da convenção, do meme de Pulp Fiction às crianças vestidas de Coringa. Mas o cosplay também é uma forma de expressão que ajuda muita gente a fantasiar, com segurança, com aquilo que deseja para si. Pessoas aderem ao cosplay para se tornarem mais fortes, usando a interpretação e a confecção de seus trajes para lutar contra quadros de depressão, para manifestar sua sexualidade, para trabalhar sua auto-estima, como um super-herói.

A organização da CCXP repudia com indignação a postura inaceitável do Pânico na Band porque ela desmancha esse encanto do qual depende qualquer convenção de cultura pop. Mas os cosplayers, os nerds, os gamers, os cinéfilos e os leitores de quadrinhos são maiores, mais unidos e mais fortes. E um dia o contrato social de tolerância que estabelecemos dentro dessas convenções vai se espalhar porta afora, como um coro.


Gostaríamos de dar os parabéns pela atitude dos organizadores do evento, e apenas sentir vergonha de um programa tão nojento como o do Programa Pânico. Lamentável.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

CCXP 2015 Acabou....e foi épico mesmo!

Foto: Internet

Um mundo diferente... o mundo da 9ª arte....o MUNDO DOS QUADRINHOS!
Por conta da minha agenda eu só pude estar na abertura da CCXP - quinta feira.
No entanto a escolha da data foi planejada justamente para estar nas masterclasses de Scott McCloud e Mark Waid.
Para os muitos estudantes e novatos do mundo da arte e dos quadrinhos que acompanham o meu blog, fiz algumas anotações para compartilhar com vocês:

Mr McCloud
O cara não envelhece...rsrsrsrs....de tudo que temos de maravilhoso, em termos acadêmicos, das suas obras - Desvendando os Quadrinhos, Reiventando os Quadrinhos e Desenhando os Quadrinhos, o que me chamou a atenção foi o fato de McCloud declarar encontar, na experimentação de técnicas/novos suportes e do estudo, sua inspiração para continuar criando. Respondendo a uma pergunta da platéia sobre a técnica digital e a cintiq ele foi categorico: Não adianta a sofisticação dos equipamentos digitais o desenho ainda precisa da "mão"do artista.

Mark Waid
No portfolio do cabra tem Superman: O Legado das Estrelas, Quarteto Fantastico, Flash, Liga da Justiça e atualmente, Demolidor e Vingadores. O cara deu uma aula para os novados, várias dicas técnicas que valem ser lembradas:
Um bom roteiro deve ter um conflito e uma resolução que impactam o leitor - Pelo menos um grande momento - Investimento emocional dos personagens - Os personagens devem fazer escolhas interessantes, terem preocupações/conceitos universais e metas e objetivos claros. Ja na arte outras dicas legais: Variar a enfase na página evitando quadros sequênciais com o mesmo take; de 4 a 6 painéis (ou quadros) por página, ele falou que o ideal são 5; No layout fazer a indicação dos balões, ele faz parte da composição do painel. Balões com 15 a 20 palavras e em um painel manter entre 30 e 35 palavras. Ok, a turma contra a recita de bolo vai descer a boca....rsrsrsrs. Eu acho que tudo bem passar uma receita, o talento e a capacidade vão sobrepor a isso!
Por Marco A Cortez

Mais do CCXP 2015


Com o artista Julio Brilha, ou Mr White? =)

Com o artista Alexandre Montandon da Qualidade em Quadrinhos Editora